DADOS SETORIAIS 2004
Análise
Setorial |
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As indústrias de produtos de cimento fecharam o
ano de 2004 com um faturamento de R$ 4,533 bilhões,
o que representa um crescimento nominal de 3,07% em comparação
ao ano de 2003.
Atualmente o setor representa cerca de 12 mil indústrias
em todo o país, gerando 150 mil empregos (diretos
e indiretos). A ociosidade média estimada no ano
de 2004 foi de 34%.
O setor de Fibrocimento foi o que teve maior participação
em 2004: R$ 1,190 bilhão; em seguida vem o setor
de Lajes Pré-Fabricadas com R$ 1,060 milhões;
Argamassas Industrializadas, R$ 805 milhões; Construção
Industrializada (pré-fabricados), com R$ 702 milhões;
Blocos de Concreto, com R$ 590 milhões; Tubos de
Concreto, com R$ 71 milhões; Postes de Concreto,
com R$ 60 milhões e Elementos Arquitetônicos,
com R$ 55 milhões.
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O ano de 2004 pode ser considerado um marco inicial
para retomada de crescimento, pois diversos indicadores
do macro setor da construção tiveram desempenho
positivo. Para ilustrar, segundo dados do IBGE, a construção
civil nos últimos 12 meses até setembro
de 2004, teve um crescimento de 5,86% quando comparado
com igual período de 2003. Outros indicadores
apontam também para tal retomada de crescimento,
a saber:
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A produção física de materiais
de construção aumentou 6,3%;
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O número de unidades financiadas pelo SBPE em
todo país cresceu 58%;
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O índice de utilização da capacidade
instalada das indústrias de material de construção
passou de 78,88% em 2003 para 82,18% em 2004;
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O consumo de materiais de construção teve
aumento de 5,77%;
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O mercado Imobiliário, em 7 capitais pesquisadas,
apresenta alta de 25% nas unidades ofertadas e nas vendidas,
mas queda de 26% nos novos lançamentos;
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Até outubro o CUB médio Brasil registrou
alta de 7,44%;
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O SINAPI – IBGE apurou aumento de 8,6%;
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O
INCC-FGV aparece com 9,68%;
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O IGP-M ficou em 10,69% no mesmo período;
Apesar
do quadro ter sido positivo em 2004, uma vez que o ano
de 2003 foi expressivamente ruim para toda a cadeia produtiva
da construção civil, espera-se para este
ano uma melhor perspectiva no desempenho do setor. Alguns
indicadores apontam nessa direção, de acordo
com o trabalho do DECOMTEC/FIESP, a saber:
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Com a resolução 3.177 força maior
oferta de crédito do SBPE, a MP 206/04 desonera
várias aplicações do mercado Imobiliário
do IR e a Lei 10.931 que ajusta vários instrumentos
jurídicos tais como LCI e CCI.
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Incentivo para a Poupança de Longo Prazo
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Em tramite no Senado o projeto que cria o Sistema Nacional
de Habitação de Interesse Social
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Somando os recursos do FGTS, Caixa Econômica Federal
e do Orçamento Geral da União, a habitação
deverá contar em 2005 com cerca de R$ 14 bilhões,
além de cerca de R$ 12 bilhões dos agentes
financeiros do Sistema Brasileiro de Poupança
e Crédito (SBPE), o que totalizará aproximadamente
R$ 26 bilhões.
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A implementação de projetos das PPP –
Parceria Público Privadas, devem iniciar um novo
ciclo de investimentos no macro setor, devendo com isso,
impulsionar as atividades do setor de produtos de cimento.
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Estima-se que a cadeia produtiva da construção
deverá registrar um crescimento de 4,6% em 2005,
portanto, superior ao do ano de 2004.
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