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Esforços para qualidade e competitividade
José Carlos de Oliveira Lima*
Nos últimos meses, o Brasil tem passado por uma fase de incerteza
econômica com a taxa Selic e os juros futuros altos, 18,5%
e 23% respectivamente, elevação constante do dólar
e do risco-país, já estamos com o segundo pior índice
do mundo, e incessante queda nas bolsas. Todavia, a indústria
de construção civil manteve estabilidade e até
crescimento econômico em alguns estados como o Nordeste. Não
é de hoje que o setor supera as dificuldades encontradas
investindo, principalmente, em qualidade e tecnologia.
A qualidade se encontra no visível crescimento dos produtos
normalizados e na procura das empresas por programas de qualidade.
Nós, do Sinaprocim e do Sinprocim, fazemos parte dessa frente.
Colaboramos com a produção e revisão em mais
de 90 normas técnicas de produtos e serviços, como
por exemplo as inéditas Normas de Lajes. Participamos da
implantação do Fórum de Competitividade da
Cadeia Produtiva da Indústria da Construção
aonde assumimos o compromisso de atingir 90% de normalização
dos materiais da cesta básica para habitações
de interesse social. Tomamos atitudes concretas a favor dos pequenos
fabricantes, ao fazer parcerias, com entidades como; Sebrae, Crea,
ABCP, ABNT, IBS e Ibracon; para promover a capacitação
técnica e gerencial dos pequenos fabricantes visando sempre
a qualidade dos produtos com ganhos de produtividade. Participamos
ativamente do PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade
do Habitat), entre outros.
Já a tecnologia, que também tem papel significativo
na sustentabilidade da construção civil, é
percebida: na produção industrializada, que constrói
prédios em tempo recorde; nas telhas e caixas d'água
de fibrocimento, com as novas fibras a base de PVA; nas calçadas
e ruas com o uso do piso intertravado de concreto, que possui grande
resistência, facilidade de instalação e de manutenção,
preço mais acessível se comparado ao dos seus concorrentes;
nas lajes treliçadas, usadas em pontes, shopping centers
além de habitações populares; ou ainda, nos
blocos de concreto de alvenaria estrutural, que a cada dia são
aprimorados, evitando o desperdício.
Com este progresso surgiu a idéia de viabilizar o projeto
Casa 1.0. Vislumbramos a possibilidade de reduzir o déficit
habitacional brasileiro, de cerca de 6 milhões, e alavancarmos
a economia do país diminuindo os custos de uma residência
popular. A medida é possível se conseguirmos financiamentos
para a produção em larga escala, a melhora da mão-de-obra
e utilizarmos os elementos pré-fabricados, que podem tornar
as construtoras em verdadeiras montadoras similares as indústrias
de veículos. Desta forma, asseguramos que poderiam ser feitas
habitações populares no valor de R$ 7 mil. Obviamente,
que o apoio do poder público é indispensável
para o sucesso deste projeto. Se o Ministério da Habitação
estiver presente neste novo governo, como é prometido pelos
candidatos em geral, será dado um grande passo para a concretização
deste sonho que acreditamos poder tornar-se realidade.
* Presidente do SINAPROCIM - Sindicato Nacional da Indústria
de Produtos de Cimento, SINPROCIM- Sindicato da Indústria
de Produtos de Cimento do Estado de São Paulo e Vice-Presidente
da FIESP. |
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