O
presidente do Sindicato Nacional da Indústria de
Produtos de Cimento e do Sindicato da Indústria
de Produtos de Cimento do Estado de São Paulo (Sinaprocim/Sinprocim),
José Carlos de Oliveira Lima, considera abusiva
a alta nos preços do cimento (da ordem de 10% na
venda a granel), que vem se refletindo em todo o mercado
da construção e provocado também
falta do produto nas prateleiras. Na última semana
o preço do saco de cimento (50kg) variou de R$
13 a R$ 15 nos principais home-centers, o que representa
uma variação de 30 a 50%.
"O
setor vive um período de crescimento, mas isso
não justifica esta elevação de preços",
argumenta o dirigente empresarial, acrescentando que,
além do cimento, já começam a faltar
também pedriscos e pedras, que também tiveram
alta em torno de 8%. "Além desses insumos,
tem ocorrido especulação no aluguel de equipamentos
nos canteiros, como os escoramentos utilizados na montagem
de lajes".
O
setor, que representa mais de 8.500 empresas em todo o
País, espera que as autoridades do Governo tomem
providências urgentes, a fim de regularizar o abastecimento
no mercado da construção. "Alguns industriais
estão usando o Programa de Aceleração
do Crescimento, o PAC, como pretexto para mexer artificialmente
nos preços", afirma o presidente das Entidades.
"A especulação poderá prejudicar
o sucesso do próprio PAC, que tem na Construção
Civil suas principais vigas de sustentação",
adverte Oliveira Lima.