De acordo com os
dados levantados pelo Sindicato da Indústria de Produtos
de Cimento do Estado de São Paulo, insumos cujos preços
são balizados pelo dólar tiveram variação
média negativa (-0,96%), inferior ao IGPM do período,
que ficou em 0,20%.
Segundo o presidente
do Sinprocim, José Carlos de Oliveira Lima, essa redução
refletiu favoravelmente nos preços praticados pelo
setor, que registraram variação positiva no
mesmo período, de 0,26%. “Infelizmente, não
se pode garantir que esta será uma tendência
no segundo semestre de 2005”, assinala Oliveira Lima.
Com efeito, o primeiro
trimestre do ano foi ruim para a indústria de produtos
de cimento, cujos preços tiveram variação
de apenas 0,38%, enquanto os custos dos insumos subiram em
média 3,18%. A variação foi inferior
também ao IGPM do período, de 1,55%.
Segundo Oliveirta Lima, a alta dessa vez deveu-se especialmente
à majoração nos preços pagos a
insumos como pedras (em torno de 15%), areia (11%) e fibras
e celulose (perto de 9%).
COMO
SÃO CONSTRUÍDOS OS ÍNDICES SINPROCIM
Os Índices
Sinprocim foram criados a partir de uma base 100, em janeiro
de 2004, e são divididos em duas partes:
Índice de
Insumos, que registra a variação de preços
dos principais itens utilizados na fabricação
dos produtos de cimento, no Estado de São Paulo;
e o Índice de Produtos, que registra a variação
de preços de venda dos produtos de cimento fabricados
pelos associados do Sinprocim, como argamassas, banco de concreto,
blocos, elementos vazados, estacas, ladrilhos hidráulicos,
lajes treliçadas, postes, rejuntes, telhas protendidas,
telhas onduladas e tubos.
Para a obtenção do Índice de Insumos
estão sendo companhadas, mensalmente, as variações
dos preços de vendas do cimento, aço, areia,
pedra, pigmentos, aditivos, fibras e celulose, elementos de
enchimento e óleo diesel.
Rubens
Toledo (MTb 13776)