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propostas para melhoria nas habitações de interesse
social e de mercado, além do saneamento básico e
desburocratização. Com isso, pretende-se reativar
todos os setores envolvidos do macro-setor da construção.
As sugestões
são resultado de um trabalho permanente do COMCIC/FIESP
e atualizado pela LCA Consultores e cuja apresentação
foi conduzida pelo economista e Prof. Luciano Coutinho no VI Construbusiness
- Seminário da Indústria Brasileira da Construção,
que acontece há 10 anos e atualmente conta com a participação
de 70 entidades de todos os segmentos.
“Precisamos da efetiva colaboração do governo
para diminuir a burocracia e os impostos e reduzir o custo Brasil”,
disse Oliveira Lima. Para ele, caso apóie o projeto da
Fiesp o governo obterá sucesso em todos os setores: saneamento
básico leva a melhores condições de saúde,
enquanto obras de construção permitem a geração
de emprego e renda.
Visando acabar com o déficit habitacional de 7,2 milhões
de moradias no Brasil (76% concentrado em áreas urbanas),
o Construbusiness propõe a desoneração tributária
na habitação de interesse social, pois a carga tributária
corresponde a cerca de 27% do preço final desse tipo de
imóvel. Sugere-se também o incentivo ao aumento
da produtividade na cadeia da construção civil a
partir de programas de habitação de interesse social
e a desburocratização e desoneração
tributária para micro e pequena empresa do setor. Se colocado
em prática, o plano geraria, até 2007, um total
de 960 mil novas moradias, com investimentos de R$ 12,9 bilhões.
Para habitação de mercado, a agenda pede a redução
de inseguranças jurídicas, modernização
do sistema cartorário, incentivos à poupança
e à tomada de financiamentos, incentivos ao mercado primário
e secundário de CRI (Certificado de Recebível Imobiliário)
e dinamização do Sistema de Financiamento Imobiliário
– o que poderia levar, até o final da década,
à retomada da produção imobiliária
nos padrões dos anos 70 e 80.
Em seu pronunciamento, o presidente Lula anunciou a constituição
de um grupo de trabalho permanente governo-iniciativa privada,
com o objetivo de implementar as propostas, e garantiu que o Fundo
Nacional de Habitação de Interesse Social será
regulamentado ainda este mês, possibilitando o início
de sua operação em janeiro. Esta é a primeira
vez em que um presidente da República participa de um evento
da construção civil na FIESP.
Parcerias
Durante o Construbusiness, a Fiesp, através de seu Presidente
Paulo Skaf, assinou convênio com a Caixa Econômica
Federal que irá oferecer condições especiais
de compra às empresas, sindicatos e funcionários
do setor. O pacote inclui linhas de crédito para capital
de giro e investimentos a partir de 1,39% ao mês.
O evento contou com a participação de mais de 600
pessoas, destacando a presença de inúmeras autoridades,
além do presidente Lula, contou com o presidente da Fiesp
Paulo Skaf e o coordenador do COMCIC, José Carlos de Oliveira
Lima, dos ministros Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior), Luiz Marinho (Trabalho) e Márcio
Fortes (Cidades), os senadores Romeu Tuma, Aluízio Mercadante
e Eduardo Suplicy, os deputados Julio Lopes (Presidente da Comissão
de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados) e Ricardo
Izar (Coordenador da Frente Parlamentar da Habitação),
o vice-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o presidente
da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, o presidente
do Sintracon - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção Civil de São Paulo - Antonio
de Sousa Ramalho, entre outras autoridades e empresários
do setor
Também na cerimônia, a Fiesp em parceria com a prefeitura
de São Paulo entregou as chaves de três casas de
interesse social, que foram construídas utilizando sistemas
construtivos diferentes, dentre eles os de produtos de cimento,
que foram doadas ao Fundo Municipal de Habitação
de São Paulo. Com terrenos doados pela prefeitura paulista
e construídas pelo Senai-SP do Tatuapé, especializado
em construção civil, as moradias reúnem qualidade,
baixo custo e isenção de desperdícios.
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