|
O pacote de estímulo
à construção também prevê um
aumento de R$ 110 milhões para R$ 1 bilhão dos recursos
do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social
(FNHIS), destinados a projetos de urbanização de
favelas com palafitas. Já os subsídios para a habitação
popular em 2006 devem atingir R$ 2,7 bilhões, dos quais
R$ 1 bilhão virão do FGTS e R$ 1,2 bilhão,
do Orçamento Geral da União.
Além
disso, o governo anunciou a redução de 5% para zero
a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
de alguns produtos da construção civil. São
eles: esquadrias metálicas e de madeiras, azulejos e cerâmica
esmaltada, louças sanitárias, torneiras e registros,
tintas, vidros, argamassa, tubos e conexões, Caixa d’água,
fios e cabos, aço e vergalhões.
O
Coordenador da Cadeia Produtiva da Construção Civil
(COMCIC) da Fiesp, José Carlos de Oliveira Lima, representante
do presidente Paulo Skaf na solenidade, avaliou as medidas como
positivas. E lembrou que elas atendem mais uma parte da agenda
de políticas prioritárias para o desenvolvimento
do setor, apresentada em outubro do ano passado ao presidente
Lula e seus ministros, durante a realização do VI
Construbusiness promovido pela Fiesp.
“O
Brasil precisa de investimentos de longo prazo, principalmente,
em habitação de Interesse Social. Só assim
vamos reduzir este déficit de 7,2 milhões de habitações
no País. O que precisamos fazer agora é continuar
lutando para reduzir este déficit, e não apenas
através desses estímulos, como também pela
redução de outros impostos que oneram a cadeia da
construção (PIS e Cofins), além de diminuir
a burocracia para se buscar os financiamentos. E, é claro,
da redução da taxa de juros”, afirmou Oliveira
Lima.
“Temos
aproximadamente 5 mil prefeituras no Brasil, sendo 3 mil delas
em municípios com menos de 50 mil habitantes, e mais de
50% dos prefeitos não têm a mínima noção
de como se busca um financiamento para habitação
de interesse social. Eles não sabem qual é a responsabilidade,
a contrapartida, a participação deles no ICMS do
Estado, e não têm idéia de como chegar até
aqui para buscar uma verba destinada a saneamento básico.
É por isso que no dia 8 de maio vamos realizar na Fiesp
um seminário sobre habitação e saneamento
básico voltado aos prefeitos. Assim, eles poderão
cobrar da União a contrapartida deles”, antecipou
o coordenador do COMCIC, ressaltando que o setor da construção
civil alavanca a economia e a geração de empregos.
Segundo ele, existem 15 milhões de trabalhadores na cadeia
e o setor responde por 13,5% do PIB.
O
ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse que espera da indústria
do setor o repasse aos preços da redução
tributária. Ele informou que, ainda hoje, o ministério
disponibilizará a lista dos 28 produtos que serão
beneficiados com a mudança tributária. São
produtos com alíquotas de IPI variando entre 10 a 15%,
que cairão para 5%. Segundo o ministro, se a arrecadação
federal continuar estável este ano, o governo poderá
implantar novos projetos de desoneração tributária.
Para o presidente Lula, as desonerações anunciadas
hoje podem ter seqüência ao longo do ano, mas ele não
definiu um prazo para que isto ocorra. De acordo com o presidente,
não foi possível tomar medidas antes porque as condições
não eram tão propícias como as de agora.
Ele lembrou que, no primeiro ano de seu governo, recebeu um orçamento
do pronto e deixado pelos seus antecessores. “Por isso foi
preciso promover um grande ajuste na economia”, concluiu
Lula.
Fonte:
Érica Junot, de Brasília para Agência Indusnet
Fiesp
Foto: Ricardo Stuckert
|
|
|