
Encontro, coordenado por Oliveira Lima (primeiro à esquerda
na foto central), reuniu mais de 70 representantes de entidades
de classe
O
Comitê da Construção Civil (Comcic) da Fiesp
está prestes a terminar um relatório com propostas
aos candidatos à Presidência da República
que visa o fomento do setor de Construção Civil
no País. O documento está sendo desenvolvido pela
Fundação Getúlio Vargas de São Paulo
e deve ser apresentado no segundo semestre. O tema foi discutido
nesta segunda-feira (08/05), durante reunião do Comcic
que reuniu cerca de 70 representantes de entidades de classe
ligadas à Construção Civil.
De
acordo com o Comitê, o setor é a “mola propulsora
do desenvolvimento sustentável do Brasil”. “Não
se trata de um projeto reivindicatório, mas, sim, de
uma proposta de desenvolvimento social e econômico para
o País”, explicou o diretor do Comcic, José
Carlos de Oliveira Lima.
Segundo
o presidente da Câmara Brasileira da Indústria
da Construção, Paulo Simão, o setor tem
um "expressivo" poder multiplicador sobre a demanda
doméstica, com mínimo viés importador.
" Ao construir um imóvel, por exemplo, é
necessário gastar com produtos eletrônicos, móveis,
alimentação, além de pagar impostos, como
o IPTU. A construção é o princípio
de toda uma cadeia produtiva".
O estudo realizará comparações estatísticas
com páises que atingiram êxito ao realizar investimentos
na Construção Civil, como China, Índia
e México.
Dados
do setor
A
Construção Civil no Brasil é responsável
por 18% do Produto Interno Bruto (PIB) e por cerca de 65% da
formação bruta de capital do PIB. Gera 15 milhões
de empregos, sendo 3,8 milhões direto e demanda de R$
100 bilhões por ano de fornecedores (minerais, metalurgia,
material elétrico, madeira entre outros).
Fábio
Rocha, Agência Indusnet Fiesp
Fotos: Kênia Hernandes