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Um
estudo da Fundação Getúlio Vargas sobre o
impacto da Construção Civil na economia brasileira
mostrou que o crescimento do País está atrelado
a investimentos em infra-estrutura, saneamento básico e
habitação. Esta análise, encomendada pela
Frente Nacional da Construção Civil (coordenada
pelo Comitê da Cadeia Produtiva da Construção
Civil da Fiesp - Comcic - e pela Câmara Brasileira da Indústria
da Construção), servirá de base para a elaboração
de um documento, com propostas concretas, que será apresentado
aos candidatos à Presidência da República,
no segundo semestre. |
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De acordo com a Frente Nacional, o setor é
a "mola propulsora" do desenvolvimento sustentável
do Brasil. "Não se trata de um projeto reivindicatório,
mas, sim, de uma proposta de desenvolvimento social e econômico
para o País", explicou o diretor do Comcic, José
Carlos de Oliveira Lima.
Segundo
o estudo, o Brasil praticamente parou de investir em infra-estrutura
nos últimos 20 anos. Segundo o documento, de 1985 a 2005,
o segmento cresceu apenas 1,9% contra 12,8% de 1950 a 1985. Diante
deste cenário, a Frente Nacional propõe um investimento
de R$ 9 bilhões em malha viária, R$ 4,2 em energia
e R$ 3,5 bilhões em sistema de esgotamento sanitário.
As
reformas diminuiriam em 0,8% a taxa de desemprego no País
e geraria 536.800 novos postos de trabalho diretos e indiretos
no setor, além de aumentar a arrecadação
de tributos. Tais recursos elevariam o PIB em 1,43%, ou R$ 27
bilhões.
Ao
considerar as principais diferenças entre um conjunto de
132 países (densidade demográfica, produtividade
e acúmulo de fatores produtivos que estão refletidos
no PIB), o documento mostrou também que, para cada um ponto
percentual de aumento na cobertura de esgotamento sanitário,
a expectativa de vida aumentaria em 0,18 ano.
De
acordo com o documento, o governo precisa prestar mais atenção
no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), composto por
três dimensões fundamentais para o crescimento econômico:
PIB per capita, longevidade e educação. Atualmente,
o Brasil amarga a 63ª posição, com IDH igual
a 0.792, abaixo de países como Argentina e México
– seus concorrentes no mercado externo. Isto coloca o Brasil
abaixo da lista dos 50 países mais desenvolvidos.
Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp
Foto: Alexandre Marques
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