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Se conseguir alavancar os investimentos em
infra-estrutura, o próximo governo poderá deixar
uma marca histórica: promoverá o crescimento do
Produto Interno Bruto (PIB), aumentará substancialmente
a oferta de empregos e proverá o País das condições
necessárias para alcançar o desenvolvimento sustentado.
Essa
afirmação encontra respaldo no documento "A
Construção do Desenvolvimento Sustentado - A Importância
da Construção na Vida Econômica e Social do
País", que a União Nacional da Construção
(UNC) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção
(CBIC) apresentaram quinta-feira (10/08) ao candidato do PSDB
à presidência da República, Geraldo Alckmin.
Da
cerimônia, na sede da Fiesp, participaram representantes
de outras 93 entidades do setor. Todos os presidenciáveis
receberão o estudo, elaborado pela consultoria FGV Projetos,
da Fundação Getúlio Vargas.
De acordo com o documento, investimentos de cerca de R$ 51,5 bilhões
por ano em infra-estrutura levariam a um aumento de 1,3% no PIB
em relação a 2005, à criação
de 877 mil postos de trabalho e a um incremento de R$ 10,1 bilhões
na arrecadação de impostos e contribuições.
No
longo prazo, os efeitos seriam ainda mais promissores: o PIB per
capita cresceria um ponto percentual a mais por ano; o PIB nacional
aumentaria mais 2,4 pontos percentuais por ano; o Índice
de Desenvolvimento Humano (IDH) alcançaria um patamar considerado
alto, de 0,815 em 2010, quando a taxa de investimento chegaria
a 21,4% (no ano passado ficou em 19,9%). "Taxas de investimento
elevadas estão associadas a ritmos mais intensos de crescimento
econômico e desenvolvimento social", diz o presidente
da Fiesp, Paulo Skaf.
Os R$ 51,5 bilhões seriam aplicados na malha rodoviária
(R$ 11,7 bilhões); em energia (R$ 6,8 bilhões);
em saneamento (R$ 6,0 bilhões) em habitação
social (R$ 10,2 bilhões) e em habitação de
mercado (R$ 16,8 bilhões).
Medidas
No documento, a UNC lembra que, para alcançar a meta de
desenvolvimento sustentado, todos os setores devem ser contemplados,
pois pouco adiantaria investir em habitação social
e preterir o saneamento ou investir em rodovias sem expandir a
capacidade instalada de geração de energia.
"O
próximo Presidente ficará na história, se
conseguir conciliar estabilidade econômica e crescimento
sustentado", diz Paulo Safady Simão, presidente da
CBIC e coordenador da UNC, lembrando que a construção
civil representa 13% do PIB brasileiro e que o déficit
habitacional do País é de oito milhões de
moradias.
Segundo
Simão, para que os investimentos se concretizem, é
essencial ainda que se definam marcos regulatórios para
os setores de geração de energia e de saneamento
e se fortaleçam as agências reguladoras na área
de infra-estrutura.
Em
habitação, especificamente, a UNC defende mais eficiência
na aplicação dos recursos do Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço (FGTS), que devem ser direcionados a moradias
e saneamento. Para a habitação de mercado, a entidade
propõe incentivos tributários e diminuição
dos riscos legais para locação residencial e comercial.
Para atender à demanda atual de investimentos na malha
rodoviária, bastaria que fossem aplicados na área
os recursos da Contribuição de Intervenção
no Domínio Econômico (Cide) – de acordo com
o estudo da FGV Projetos, de 2002 a 2005 a Cide arrecadou, em
média, R$ 7,9 bilhões por ano, mas as rodovias,
ferrovias e hidrovias receberam apenas R$ 1,35 bilhão por
ano.
Além de manifestar confiança nas Parcerias Público
Privadas (PPPs), a UNC defende no documento entregue a Alckmin,
a redução da carga tributária para estimular
a formalização na cadeia produtiva do setor e a
expansão dos investimentos. Pede redução
do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e sobre Circulação
de Mercadorias e Serviços (ICMS); simplificação
e diminuição tributárias previstas na Lei
Geral das Micro e Pequenas Empresas e redução de
PIS, Cofins, Imposto de Renda e Contribuição Social
sobre o Lucro Líquido nas operações de crédito
para o setor, especialmente na aquisição de moradias.
Aos
quase 300 empresários presentes no evento de quinta-feira
na Fiesp, o candidato Alckmin afirmou que, se for eleito, aumentará
os investimentos da União dos atuais 0,4% do PIB para 1,5%
a 2% do PIB por ano. "Antes, porém, será preciso
cortar gastos e aumentar a eficiência da administração
pública".
José
Carlos de Oliveira Lima, coordenador do Comitê da Cadeia
Produtiva da Construção Civil da Fiesp resume a
proposta da UNC: "Investir na construção é
dar condições para o brasileiro viver mais e melhor,
num país cada vez mais justo".
Clique
nos links abaixo para acessar a íntegra do estudo (arquivos
em pdf)
UNC
parte 1
UNC
parte 2
UNC
parte 3
Celia
Demarchi e Mariana Ferreira, Agência Indusnet Fiesp
Fotos: Kênia Hernandes
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