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Imprensa

 
       

Empresários da Construção estão otimistas
com medidas econômicas

 
     
 
O Coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria da Construção Civil – COMCIC, da FIESP, José Carlos de Oliveira Lima, participou da coletiva de imprensa da FIESP, que analisou preliminarmente, o Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, anunciado ontem, 22/jan, pelo Presidente Lula.

Oliveira Lima afirmou que o PAC foi recebido com otimismo pelos empresários da Construção Civil. Os R$ 500 bilhões previstos no PAC, para aplicação nos setores da habitação, saneamento, transportes e energia, representam mais do que o dobro do total de recursos sugeridos pelo Projeto da União Nacional da Construção (UNC) em documento entregue ao Presidente Lula, dezembro passado.

De acordo com José Carlos de Oliveira Lima, que também é um dos coordenadores da UNC, a injeção desse montante nos próximos quatro anos, aliada à regulamentação da Lei de Saneamento, já aprovada pelo Congresso, terá efeito positivo na efetivação das Parcerias Público-Privadas (PPPs), com reflexo direto na geração de empregos e elevação da qualidade de vida da população. "As cidades com menos de 100 mil habitantes, que ainda não dispõem de água encanada e sistema de esgoto, serão as grandes beneficiadas", afirma.

Algumas das medidas, porém, foram modestas, ainda comenta. "A desoneração de IPI, para perfis de aço, de 5% para 0%, amplia a lista de materiais que compõem a cesta básica, desonerada parcialmente no ano passado, pois estes materiais são essenciais para as construções de habitações de interesse social, cujo déficit habitacional gira em torno de 7,3 milhões de moradias".

"Esperamos que novas desonerações ocorram no sentido de ampliar esta lista, como também será muito importante a desoneração do PIS e Cofins, para os materiais de construção", conclui o dirigente empresarial do setor da Construção.


Rubens Toledo, Agência Indusnet Fiesp



Fiesp elogia PAC, mas ressalta a falta de medidas
no corte dos gastos públicos

 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse hoje (22/01) que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado nesta manhã pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vem ao encontro com as propostas apresentadas pela entidade no final do ano passado. Ele citou como exemplo os investimentos em infra-estrutura e a desoneração de impostos em alguns produtos.

No entanto, Skaf ressaltou que faltaram medidas para a redução dos gastos e desperdícios públicos. “Ainda vamos detalhar o programa, mas, a princípio, sentimos que se deveria dar mais atenção aos gastos públicos e à eliminação de desperdícios”, declarou.

O presidente da Fiesp também questionou o discurso do ministro da Fazenda, Guido Mantega, o qual disse que se reunirá com os governadores para “fortalecer as diretrizes” da reforma Tributária, que está parada no Congresso.

Segundo Skaf, o ministro primeiramente deveria convocar o setor privado para discutir o tema. “Não abrimos mão de participar de uma discussão como esta. Não existe reforma somente para prefeitos ou governadores. Quem paga impostos somos nós e não eles”, declarou.

O governo espera que o PAC ajude a elevar o nível de investimentos no País. Para isso, pretende injetar R$ 503,9 bilhões na economia, nos próximos quatro anos. O montante inclui recursos da iniciativa privada, investimentos estatais e financiamentos dos bancos oficiais e privados.

Durante o anúncio, Lula disse que o programa engloba um conjunto de medidas destinadas a desonerar e incentivar a iniciativa privada, aumentar os investimentos públicos, além de aprimorar a política fiscal. “O PAC permitirá que, para cada 1% de investimento público, seja realizado 1,5% do setor privado”, disse.

De acordo com ele, as medidas serão divididas em cinco blocos: investimento em infra-estrutura, estímulo ao crédito e financiamento, desenvolvimento do ambiente institucional, desoneração e aperfeiçoamento do sistema tributário e medidas fiscais de Longo Prazo. Segumdo o presidente, o PAC vai permitir ao Páis crescer de "forma correta, porém mais acelerada" do que o registrado no seu primerio governo. "Não vamos entar na rua Augusta a 120 por hora. O objetivo é acelerar o crescimento sem comprometer a estabilidade".

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp
Foto: Kênia Hernandes

PAC - Programa de Aceleração do Crescimento (Resumo)

 
 
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