"Com
este acordo, ampliamos o escopo de atuação
na busca da qualidade e conformidade técnica de
produtos", avaliou Carlos Roberto Petrini, vice-presidente
do Sinaprocim/Sinprocim, que representou, no ato, o presidente
das entidades José Carlos de Oliveira Lima. Segundo
Petrini, quando da criação do Qualihab,
em 1996, o Sinprocim foi a primeira entidade a inscrever
seu programa setorial, em âmbito estadual, voltado
para blocos de concreto e lajes.
"Investir
na qualidade dos produtos não significa encarecer
a obra. Ao contrário, as habitações
bem construídas reduzem os custos com manutenção
e reformas", disse Petrini, ao reafirmar a missão
dos sindicatos e seu compromisso, ao lado da CDHU, na luta
pela conformidade técnica dos produtos de cimento
representados pelas entidades.
Além
do Sinaprocim/Sinprocim, outras dez entidades da Construção
Civil firmaram acordos. O secretário e presidente
da CDHU, Lair Krähenbühl, informou que o objetivo
é fomentar a garantia da qualidade das habitações.
Segundo o secretário, o Qualihab será uma
ferramenta importante para regular os processos de licitações.
O Secretário Lair também anunciou que foi
lançado edital para construir mais 42 mil moradias
populares em diversas localidades do Estado, "Ressaltando
que só poderão participar dos processos as
empresas e fornecedores cujos produtos estejam enquadrados
nas normas técnicas vigentes", observou o secretário.
Entidades
participantes
O Qualihab foi criado pelo Decreto número 41.337
de 25 de novembro de 1996, instituído pelo Governo
do Estado de São Paulo, no âmbito da CDHU,
por meio da Secretaria Executiva e do Comitê de Materiais,
Componentes e Sistemas Construtivos (CMCS). Vinte e seis
entidades já haviam aderido ao programa.
Com a assinatura dos acordos de ontem, as entidades participantes
agora são 37, incluindo os setores de cimento, cal,
tubos e conexões de PVC, esquadrias metálicas,
blocos de concreto, blocos e telhas de cerâmica, para
citar apenas os produtos de maior incidência nas obras
da Companhia, e diversas entidades de Engenharia e Arquitetura,
que desenvolvem projetos nos campos de Geotecnia, Fundações,
Topografia, Construção Civil e outros.
"Ao
estabelecer padrões de qualidade para o mercado,
o programa beneficia não apenas os mutuários
da CDHU, mas todos os consumidores de materiais de construção.
O modelo desenvolvido em São Paulo está sendo
adotado por outros Estados e por órgãos do
Governo Federal", afirmou Krähenbül.
Rubens
Toledo, Agência Indusnet Fiesp
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