Durante o primeiro encontro dos membros do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic), nesta terça-feira (26), a formação de mão de obra, financiamento, carga tributária e construção sustentável foram temas de destaque abordados pelos participantes.
“Precisamos de um estudo que promova políticas futuras para o quadro de profissionais. Queremos estruturar um programa nacional nesse sentido, congregando órgãos de fomento como a Finep, Senai, Sebrae, entre outros”, disse o diretor de competitividade do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcos Otávio Bezerra Prates.
 
 
De acordo com ele, é necessário negociar com as universidades e o Ministério da Educação (MEC), por se tratar de uma questão de longo prazo. “É imprescindível criarmos um programa nacional que atenda dois milhões de pessoas, que é o contingente da construção civil”, concluiu.
 
Já para a secretária nacional da habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, o programa do Governo Federal "Minha Casa, Minha Vida" é oportuno para estabelecer uma estratégia de longo prazo no sistema habitacional, como a busca de uma metodologia de lançamentos do que o mercado produz.
 
“Contratamos há pouco um estudo que poderá ser aplicado em nível nacional, que nos ajudará a ter mais informação do aumento da produtividade e da aplicação dos recursos permanentes”, anunciou. 
 

Segundo Inês, o programa MCMV traz componentes importantes que ajudarão a dar “um pontapé inicial” na implantação de projetos de longo prazo na área. “A Política Nacional de Habitação não trata apenas da habitação de baixíssima renda, mas é fundamental porque aumenta o acesso das famílias à casa própria, gera emprego e aquece a economia”, afirmou.
 
Entre os mecanismos de incentivo à produção e aquisição de novas unidades habitacionais, a secretária defende a criação do marco para regulação fundiária de áreas ocupadas. “É importante reconhecer o direito das pessoas que ocupam a terra e que essa posse se torne um capital para essas famílias”, explicou.
 
“Não temos interesse em construir essas casas distante das áreas já habitadas. A construção está abrangendo regiões com mais de 100 mil habitantes para que as famílias tenham acesso ao transporte, abastecimento, e infraestrutura”, disse Inês.
 
“Não temos que temer a reurbanização. Já provamos que é possível, e exemplo disso temos o trabalho em conjunto com o Ministério das Cidades na construção de 940 moradias na região de Cubatão (SP)”, lembrou o presidente do Sinaprocim/Sinprocim e vice-presidente do Consic, José Carlos de Oliveira Lima.
 
Setor Portuário
 
Na segunda parte da reunião, o representante da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República, José Di Bella Filho, expôs ao Conselho as oportunidades de investimentos no setor portuário.
 
“Diante do grande volume de exportações que saem pelos portos brasileiros, hoje nos deparamos com uma grande oportunidade para a iniciativa privada investir na construção de novos e o aperfeiçoamento dos portos já existentes”, disse Di Bella.
 
Copa 2014
 
Questionado quanto à capacidade dos portos brasileiros receberem navios transatlânticos durante a Copa de 2014, Di Bella disse: “Há condições. Porém, não são as melhores. Não haveria um cenário tão confortável para os turistas, e além disso, impediria o processo rotineiro de entrada e saída de cargas nesses portos”, concluiu.
 
Kacy Lin, Agência Indusnet Fiesp