O preço do material da cesta básica da construção
civil caiu, em média, 3,82%, depois que o governo desonerou
27 produtos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), por
meio de decreto assinado no último dia 7 de fevereiro. Esta
é a conclusão do estudo da Associação
Brasileira de Cimento Portland (ABCP), demonstrada a representantes
do governo, nesta segunda-feira (13/03), pelo Coordenador da Cadeia
Produtiva da Construção Civil (Comcic) da Fiesp, José
Carlos de Oliveira Lima, durante o Fórum de Competitividade
da Cadeia Produtiva da Construção Civil, realizado
no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, em Brasília.
O
Coordenador do Comcic também entregou uma nova lista com
outros materiais não contemplados com a desoneração
de impostos no decreto de fevereiro, mas que integram a cesta básica
da construção de habitações de interesse
social. Entre os quais, tubos e conexões de ferro galvanizado
para água, quadros para distribuição e medição
de energia e telefonia; chaves para disjuntores; ladrilhos e placas
para revestimentos cerâmicos; estruturas metálicas;
registros de pressão; tubos e conexões de cobre.
O
ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, Luiz Fernando Furlan, comprometeu-se a estudar a desoneração
dos produtos dessa nova lista. Ao mesmo tempo, o Comcic conseguiu
uma vitória: o governo já está revendo as incorreções
do decreto de 7 de fevereiro, como a troca da desoneração
da argamassa para refratário pela da argamassa de fixação
de pisos e revestimentos, que é a mais usada.
Participaram
do Fórum, além do ministro Furlan, o secretário
de Desenvolvimento da Produção, Antônio Sérgio
Martins Mello, representantes do ministério das Cidades,
de 25 entidades da Construção Civil que compõem
o Comcic, e a líder do PT no Senado Federal, senadora Idelí
Salvatti.
Ao
sair da reunião, o coordenador do Comcic afirmou ser favorável
à elaboração de uma política Nacional
de Habitação para o País. “O governo
está olhando o setor da construção civil como
uma alavanca para o desenvolvimento sustentável brasileiro”,
argumentou. De acordo com Oliveira Lima, o setor emprega 13 milhões
e 800 mil pessoas, representa 2,3% do investimento do país
e 13,8 do PIB.
Nesta
quarta-feira (14/03), entre 16 e 18 horas, ele reunirá a
plenária do Comcic, formado por 70 entidades da cadeia, para
discutir, entre outros assuntos, a divisão por comitês
dos assuntos tratados no Fórum.A proposta é que haja
um para debater os aspectos tributários e regulatórios
da cadeia, outro para inovação tecnológica
e um terceiro para exportação de serviços e
produtos. “A cadeia da construção civil é
muito pulverizada e, se não fizermos um trabalho em grupos
coordenados, não chegaremos a nada”, ele acredita.
Seminário
de Habitação e Saneamento. Oliveira Lima anunciou
ainda a realização de um grande Seminário sobre
Habitação e Saneamento, a ser realizado pela Fiesp
dia 8 de maio, em São Paulo, no qual a federação
pretende reunir prefeitos de todo o País para debater esse
tema. No evento, serão distribuídas cartilhas instruindo
prefeitos, principalmente os de municípios com até
50 mil habitantes, a buscar recursos e entender o processo burocrático
que envolve as questões da habitação e do saneamento.
Hoje, o déficit habitacional brasileiro é de 7 milhões
e 200 mil moradias.
Érica
Junot, de Brasília, Agência Indusnet Fiesp
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