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A
construção
civil não vai sentir saudades de 2005. O setor fechou
o ano com um crescimento de apenas 1,3%, bem aquém
da estimativa de 4,6% que embalava os sonhos dos empresários
no início do ano. Ao perceber a retração,
o governo tentou amenizar o desastre. Em outubro, editou a
Medida Provisória 255, a MP do Bem, que trouxe uma
série de mecanismos para estimular as vendas de imóveis
e,
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consequentemente,
a indústria da construção. Não
deu tempo.
Em fevereiro, o presidente Lula reuniu um séqüito
de 12 ministros e dezenas de parlamentares para divulgar
um pacote amarrado às pressas para alavancar as atividades
do setor neste ano eleitoral (veja quadro). As
medias - aumento do volume de recursos destinados à
compra da casa própria e redução da
carga tributária sobre 41 produtos - foram bem recebidas.
Mas para o empresariado ainda será preciso fazer
muito para "tirar o setor do buraco".
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Não
falta espaço para crescimento. O déficit habitacional
é de 7,28 milhões de mradias. Mas , apesar dos
vários planos anunciados entre 1993 e 2003 para a área,
o número de habitações nas favelas brasileiras
cresceu nada menos que 50% em 13 estados no mesmo período,
como mostra uma pesquisa do professor Fernando Garcia, da
Fundação Getulio Vargas (FGV). A população
favelada, por sua vez, aumentou de 4,9 milhões para
6,6 milhões de pessoas. |
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