A qualidade das casas, no entanto, melhorou com a crescente facilidade de crédito para a compra de material de construção. Assim, o porcentual de residências de alvenaria passou de 74,6% para 86,4%. Ma isso não gerou um só emprego no setor - segundo levantamento do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). feito no fim do ano passado, 98% das pequenas e médias obras são fruto de trabalho informal. Basta lembrar que, em 2003, a construção civil amargou uma retração de 8,6%, parcialmente compensada pela expansão de 5,7% em 2004.
Diante desse quadro, o empresariado recebeu com reservas mais esse pacote de medidas, que considera paliativas. "O governo precisa definir uma política de investimentos de longo prazo, principalmente em habitações de interesse social, para reduzir o déficit habitacional, e dar total atenção ao saneamento básico", afirma José Carlos de Oliveira Lima, coordenador do Comitê da Cadeia

 

DÉFICIT HABITACIONAL
O governo precisa definir uma política mais objetiva, diz Oliveira Lima

   
         
   

Produtiva da Construção Civil da Fiesp (Comcic). Para Oliveira Lima, o pacote é positivo, mas insulficiente. "É um primeiro passo para atender a uma parte da agenda de políticas prioritárias para o desenvolvimento do setor, que emprega 15 milhões de trabalhadores e responde por 13,5 do PIB".

   
         
DESEMPENHO OSCILANTE

Fonte: IBGE
   
         
  fonte: Revista da Indústria 117.
 
 
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