a diminuição do IPI deve provocar queda de 1,2%
a 1,5% no custo final dos imóveis, quase nada, quando
se pensa no tamanho da carga tributária do setor de
habitação, de 38%. “O razoável
seria algo entre 20% e 22%”, diz Robusti.
Por isso, representantes de todas as entidades continuam a
defender o corte drástico dos impostos, a redução
dos juros, principalmente os incidentes sobre os financiamentos,
e a adoção de uma política habitacional
que privilegie a população de renda mais baixa.
“Precisamos unir esforços pela desfavelização”,
enfatiza Oliveira Lima, do Comcic.
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“O governo deve priorizar projetos para erradicar moradias
situadas em áreas de risco, estimular a regularização
fundiária e direcionar pelo menos 75% dos recursos
da habitação para a construção
de moradias de interesse social”, acrescenta Robusti.
Pelo que promete o governo, não faltará dinheiro:
o presidente Lula anunciou R$ 18,7 bilhões para financiamento
da casa própria este ano, sem explicar que o valor
inclui apenas R$ 550 milhões de recursos novos, pois
o restante já estava previsto nos orçamentos
da União e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS).
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