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Em
tempo: segundo o Sindusconsp, para zerar o déficit
habitacional, o governo precisaria investir R$ 20 bilhões
anuais durante 20 anos.
Do total dos recursos que o governo federal pretende liberar
este ano, R$ 8,7 bilhões virão da Caderneta
de Poupança – os bancos são obrigados
a investir em habitação 65% do dinheiro aplicado
nessa modalidade de investimento. Sozinha, a Caixa Econômica
Federal deverá destinar R$ 2 bilhões e as instituições
privadas outros R$ 6,7 bilhões ao financiamento habitacional.
No ano passado, o total de empréstimos bancários
para aquisição de imóveis foi de R$ 4,7
bilhões, segundo a Associação Brasileira
das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança
(Abecip). Se as previsões se concretizarem, portanto,
o volume de crédito crescerá 85%.
Ao que tudo indica, os bancos estão dispostos a investir.
No ABN Amro Real, o financiamento imobiliário é
a carteira que deverá se expandir mais este ano
– no ano passado, a instituição aplicou
R$ 1,6 bilhão,
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35% mais do que em 2004. O Itaú dobrou em 2005 o volume
de empréstimos, que somou R$ 1,4 bilhão, R$
600 milhões mais que o valor de repasse obrigatório
de recursos da caderneta de poupança. Este ano, o banco
deve aplicar na área o mesmo valor.
Em geral, os financiamentos bancários – exceto
na Caixa Econômica Federal – são dirigidos
à classe média. Para a população
de baixa renda, foram destinados, este ano, R$ 2,27 bilhões
– R$ 1 bilhão para o Fundo Nacional de Habitação
de Interesse Social (FNHIS) desenvolver projetos de urbanização
de favelas com palafitas e R$ 1,27 bilhão para programas
habitacionais a fundo perdido. Outros R$ 7,8 bilhões
virão do FGTS.
Tantas novidades trouxeram outras esperanças para 2006.
Robusti, do Sindusconsp, acredita que o setor deve registrar
expansão de 5,1%, mesmo porcentual de aumento que Ferraiuolo
prevê para tintas e vernizes.
A concretização dessa expectativa, no entanto,
depende de vários fatores: de um crescimento de 3,3%
do PIB, da
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