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“Investimento na Construção Civil”
José Carlos de Oliveira Lima*
Em 17 de setembro o governo federal anunciou um pacote de incentivo financeiro
para o setor de eletroeletrônicos. Serão liberados, à priori,
R$ 200 milhões para financiar a aquisição dos produtos
chamados “Linha Branca”, utilizando-se de recursos do FAT (Fundo
de Amparo ao Trabalhador) capitaneados pelo Banco Brasil e pela Caixa Econômica
Federal. A medida visa aquecer a economia e manter cerca de 40 mil empregos
gerados pelas empresas fabricantes de eletrodomésticos.
Obviamente que essa ação do governo federal trará estabilidade
para um segmento da economia. Da mesma forma, a redução do IPI
(Imposto sobre Produtos Industrializados) para os veículos automotores
auxiliou o planejamento das montadoras neste segundo semestre. Todavia, se
o objetivo é gerar empregos e aquecer o sistema produtivo, o governo
federal deve urgentemente criar mecanismos para o crescimento da Cadeia Produtiva
da Construção Civil. Facilitar financiamentos para a aquisição
de moradia, ampliar hospitais e construir estradas são práticas
muito mais eficientes de atingir este objetivo. Nosso setor representa cerca
de 18% do PIB; emprega 35 milhões de pessoas; gera para cada posto de
trabalho direto formado, mais três indiretos; utiliza mão-de-obra
e produtos predominantemente nacionais e ainda possui vocação
para propagar a inclusão social.
O Brasil necessita, sem remedeios, é de investimento em macro setores
estratégicos, como a Construção Civil, e da promulgação
de políticas desenvolvimentistas. As duas ações combinadas
nos livrarão do medo de uma convulsão da sociedade e propiciarão
o ambiente esperado para que se possa voltar a pensar no “espetáculo
do crescimento”.
* Presidente do Sinaprocim (Sindicato Nacional
da Indústria de Produtos de Cimento), Sinprocim
(Sindicato da Indústria de Produtos de Cimento
do Estado de São Paulo) e Vice-Presidente
da Fiesp.
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