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“Perspectivas da Construção
Civil”
José Carlos de Oliveira Lima*
A Cadeia Produtiva da Indústria da Construção Civil teve
um dos seus piores anos em 2003. Com o aperto fiscal do Governo, os juros mantidos
em patamares elevados, a alta taxa de depósito compulsório e, como
conseqüência, a baixa demanda, tivemos quedas sucessivas na participação
do PIB nacional (FIBGE), o que para muitos se caracterizou em um ano perdido.
Para o próximo ano, espera-se uma melhora do setor. Primeiramente porque
a tendência é termos em 2004 uma melhor conjuntura econômica,
com juros mais baixos e um crescimento maior. Em segundo lugar, porque a construção
civil, tradicionalmente, amplia seu mercado em anos eleitorais.
Todavia, mesmo com esses fatores favoráveis, esperamos que o governo federal,
compromissado com a camada mais desfavorecida da população, invista
pesadamente, juntamente com os poderes executivos estaduais e municipais, em
infra-estrutura e na construção de Habitação de Interesse
Social. Temos que reduzir o IPI sobre os produtos da cesta básica da construção
(proposta semelhante, com a indicativa de onde sairiam os recursos, já foi
encaminhada ao Planalto por governadores do sul do país); desburocratizar
os financiamentos para a população de baixa renda; padronizar os
produtos - saindo de uma linha de produção manufatureira para um
sistema de montagem; possibilitar eqüidade tributária; e, finalmente,
integrar a sociedade, o setor e o governo, adotando uma política industrial
para a Cadeia Produtiva da Construção Civil.
Essas propostas, que já foram debatidas exaustivamente em seminários
como o Construbusiness, devem ser implementadas o mais rápido possível
com o intuito de viabilizarmos o tão esperado crescimento sustentado.
Nesta hipótese, teremos a “política do ganha-ganha”.
Empresários, governos, trabalhadores e a população como
um todo, terão seus dividendos.
* Presidente do Sinaprocim (Sindicato Nacional da Indústria
de Produtos de Cimento),
Sinprocim (Sindicato da Indústria de Produtos de Cimento do Estado de
São Paulo) e
Vice-Presidente da Fiesp.
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